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<title>FórumEmprego.net Tag: trabalho - Recent Posts</title>
<link>http://forumemprego.net/</link>
<description>Falar sobre emprego, desemprego, trabalho, formação</description>
<language>en</language>
<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 19:01:09 +0000</pubDate>

<item>
<title>winter on "Explicação do Funcionamento do Marketing de Rede (Trabalho em Casa)"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/explicacao-do-funcionamento-do-marketing-de-rede-trabalho-em-casa#post-450</link>
<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 12:25:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>winter</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">450@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Complementando:&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Li o artigo sobre o esquema de pirâmide. Perceba, que no mesmo artigo, embora seja citado que houve golpes utilizando este sistema, é dito que existem sistemas de pirâmide cruzadas, ou seja, em Multi-Nível, que são DE FATO, auto-sustentáveis.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;No sistema que participo e ofereço não há uma taxa de inscrição, mas sim uma MENSALIDADE. E isso torna o sistema auto-sustentável. Todos estarão contribuindo o tempo todo, e o lucro de todos vem do nível mais baixo, que ainda não está lucrando pois entrou recentemente e ainda não conseguiu número de indicados suficiente para cobrir sua mensalidade e, apartir daí, lucrar!&#60;br /&#62;
As pessoas do nível mais baixo só estarão perndendo dinheiro até conseguir 7 indicados (no meu sistema), então a mensalidade será paga pelo lucro que se obtem através de 7 indicados. do 8° indicado pra frente, é só lucro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;No sistema da FR Promotora não é oferecido nenhuma renda mensal SURREAL e absurda como se ve por aí, outros sistemas que oferecem rendas de centenas de milhares de reais por mês.&#60;br /&#62;
No sistema que ofereço você ganha sobre a mensalidade de indicados até 5 níveis de profundidade. Com os 5 níveis completos, a renda mensal é de pouco mais de 8 mil reais.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ainda sim é um baita renda! E há benefícios, ao completar o 3° nívels a empresa oferece chip nextel cm 100 minutos mensais para qualquer operadora, ao completar 4° nível a empresa oferece plano de saúde da Amil e ao completar o 5° nível é oferecido plano de previdência.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://www.frpromotora.com/44575466&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.frpromotora.com/44575466&#60;/a&#62;&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na página acima você vê a explicação comkpleta do sistema, e ao contrário de outras ofertas de renda extra por aí, a empresa informa nesta página que coloquei acima a quantia que e FR Promotora ganha com o seu trabalho te mostrando de onde vem o dinheiro que você ganha.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O trabalho não há vinculo empregatício, mas existe legislação no código brasileiro voltado para Web quanto a isso e a empresa está regularizada.&#60;br /&#62;
No site da empresa que coloquei acima, você encontra o CNPJ da empresa, e no site da secretaria da fazendo a um espaço em que você pode consultar a existência da empresa junto ao órgão.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ou seja, pra quem conhece um pouquinho de leis, se sentirá seguro, pois tendo o CNPJ da empresa, poderá processar a emrpesa judicialmente se se sentir lesado de alguma forma.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Bom as infromações estão aí, basta ler.
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>winter on "Explicação do Funcionamento do Marketing de Rede (Trabalho em Casa)"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/explicacao-do-funcionamento-do-marketing-de-rede-trabalho-em-casa#post-447</link>
<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 20:38:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>winter</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">447@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;FD&#60;br /&#62;
Seguinte,&#60;br /&#62;
Realmente, para qualquer negócio temos de seguir uma lógica básica. Para alguém que está ganhando 20,00 reais, quer dizer que alguém perdeu 20,00 reais.&#60;br /&#62;
Ok.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Então, A cadeia funciona, devido a multiplicação dos afiliados, exemplo:&#60;br /&#62;
começa com uma pessoa. ela convida 5 pessoas, essas 5 pessoas estão perdendo, para fornecer o lucro a 1° pessoa. Ok&#60;br /&#62;
Mas essas 5 pessoas vão convidar 5 pessoas, Agora são 6 pessoas que estão ganhando, porém isso é possível, porque há 25 pessoas que estão perdendo.&#60;br /&#62;
Agora essas 25 pessoas vão passar o prejuízo adiante, indicando 5 pesosas cada uma.&#60;br /&#62;
Agora são 31 pessoas que estão ganhando, porém agora são 125 pessoas que estão perdendo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Entende? Como a base da pirâmide é sempre maior, mais e mais gente vai estar ganhando a medida em que a pirâmide é esticada.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Este sistema vai falir sim, vai fali no dia em que todas as pessoas estiverem, engajadas na pirâmide e não houver mais a quem indicar. Neste momento, as ultimas pessoas não irão alcançar sucesso, vão acabar saindo da cadeia, e depois quem estã acima delas, e assim por diante.&#60;br /&#62;
Assim, a cadeia será desmontada, somente quando alcançar o seu ápice.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Não se engane em pensar que somente o idealizador da idéia vai ganhar. Todos que estão entre o idealizador e a base estão ganhando. Só quem estaá perdendo é a base, até colocar outras pessoas na base.
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>monica.fernandes on "Explicação do Funcionamento do Marketing de Rede (Trabalho em Casa)"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/explicacao-do-funcionamento-do-marketing-de-rede-trabalho-em-casa#post-445</link>
<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 16:52:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>monica.fernandes</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">445@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Eu queria saber se o esquema de pirâmide é essencialmente ruim... porque, em todos os modelos de funcionamento de nosso sistema, é assim que funciona. O legal disso, que eu vejo, é a possibilidade que algumas pessoas têm de crescerem igualmente às pessoas que estão no topo da pirâmide. Então, se esquecermos as pessoas que trapaceiam nesse jogo, o esquema de pirâmide é essencialmente ruim???&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Mônica Fernandes&#60;br /&#62;
&#60;a href=&#34;http://www.faturealto.ganhardinheiroagora.com&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.faturealto.ganhardinheiroagora.com&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Explicação do Funcionamento do Marketing de Rede (Trabalho em Casa)"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/explicacao-do-funcionamento-do-marketing-de-rede-trabalho-em-casa#post-442</link>
<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 15:36:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">442@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Isso tem um nome: esquema de Ponzi ou em pirâmide.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;É só ler e perceber:&#60;br /&#62;
&#60;a href=&#34;http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_Ponzi&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_Ponzi&#60;/a&#62;&#60;br /&#62;
&#60;a href=&#34;http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_em_pir%C3%A2mide&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_em_pir%C3%A2mide&#60;/a&#62;&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Mas, eu destaco as conclusões:&#60;/p&#62;
&#60;blockquote&#62;&#60;p&#62;Claramente, a falha fundamental é que não há benefício final; o dinheiro simplesmente percorre a cadeia, e somente o idealizador do golpe (ou, na melhor das hipóteses, umas poucas pessoas) ganham trapaceando seus seguidores. Efetivamente, as pessoas na pior situação são aquelas da base da pirâmide: aquelas que assinaram o plano, mas não são capazes de recrutar quaisquer outros seguidores. Para dourar a pílula, a maioria de tais golpes apresentará referências, testemunhos e informações — todos falsos.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;</description>
</item>
<item>
<title>winter on "Explicação do Funcionamento do Marketing de Rede (Trabalho em Casa)"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/explicacao-do-funcionamento-do-marketing-de-rede-trabalho-em-casa#post-441</link>
<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 15:09:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>winter</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">441@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Eu participo da seguinte rede de afiliados da Fr Promotora&#60;br /&#62;
Vou te mostrar como funcionaria a tal mina de ouro no sistema MMN.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;- Você tem uma mina de Ouro. Ok.&#60;br /&#62;
- Você trabalha na mina 3h por dia e lucra mil reais com essa jornada diária de trabalho. Ok.&#60;br /&#62;
- Você contrata um funcionário para trabalhar com você, 3 h por dia.&#60;br /&#62;
- Você lucra mil reais com seu trabalho, e mil reais com o trabalho do seu funcionário = 2 mil reais.&#60;br /&#62;
- Você paga 500 reais de salário para seu funcionário. Ele ganha 500 e você 1.500 reais. Ok.&#60;br /&#62;
- Você A diferenteça entre você e seu funcionário, é que você poderá contratar vários funcionários e aumentar seu lucro, ganhando em cima da jornada de trabalho deles. Eles só ganharão pela jornada deles. Ok.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Agora no Sistema MMN:&#60;br /&#62;
Você contrata o funionário, paga 500,00 reais pela jornada de 3h dele e você tira 500 reais em cima. Ok.&#60;br /&#62;
Agora, no sistema MMN, seu funionário também poderá chamar um amigo para trabalhar na mina de ouro, e ele ganhará uma porcentagem em cima da pessoa que ele convidou.&#60;br /&#62;
- Vamos imaginar no sistema de pirâmide, que este seu funionário está noi seu primeiro nível, e o amigo dele está no seu segundo nível, pois estatá ligado a você através do funcionário 1 (Há de respeitar essa hierarquia para o sistema funcionar). E o funcionário 2 está no primeiro nível do funcionário 1.&#60;br /&#62;
- Você não ganhará 500 reais em cima do trabalho do funcionário 2, você ganhará uma porcentagem menor (ele está no segundo nível).&#60;br /&#62;
- Mas seu funcionário vai querer convidar mais gente para trabalhar na mina, pois ele ganha em cima, ele agora estará motivado.&#60;br /&#62;
- O funcionário 2 também estará motivado a trabalhar e a convidar outras pessoas, no qual ele mesmo vai ganhar em cima do trabalho de seus convidados.&#60;br /&#62;
- Os Indicados do funcionário 2 estará no seu terceiro nível, e você ganhará uma porcentagem ainda menor dos lucros.&#60;br /&#62;
- Os indicados do funcionário 2 estarão no segundo nível do funcionário 1 que ganhará uma uma porcentagem, por em menos do que ganha pelo trabalho do funcionário 2.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Bom, quanto mais níveis abaixo, uma porcentagem menor é o que você ganha, porém quanto mais níveis abaixo, a quantidade de pessoas nos subníveis menores é cada vez maior, fazendo o seu lucro ser maior.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Entende a diferença? Quanto mais gente nesse negócio mais se ganha. Para alguém ganhar açguém tem que perder certo?&#60;br /&#62;
As pessoas dos níveis mais baixos (as que acabaram de entrar) ainda não convidaram ninguém ou seus convidados ainda não convidaram ninguém, por tanto ela está sustentando os que est~çao em cima. Mas ela não vai parar, ela vai convidar pessoas e logo começar a lucrar. E Depois que você começa a lucrar nesse sistema, só lucra cada vez mais.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;No sistema que eu participo o lucro máximo é 8000 reais, isso quando o 5° e ultimo nível estiver completo. Cada pessoa pode colocar 5 pessoas em seu primeiro nível.&#60;br /&#62;
Ao com,pletar o 3° níjvel a FR Promotora oferece um celular Nextel, ilimitado para outro nextel e com 100 minutos por mes para qualquer operadora.&#60;br /&#62;
Ao completar o 4° mivel a empresa dá o plano de saude. Ao completar o 5° nivel a empresa oferece o plano de previdência.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Esstas vantagens são pagas pela empresa, não são descontadas do seu lucro mensal. Isso é possível porque quando você atinge estes níveis você está proporciando a empresa movimentar uma quantia de dinheiro, que ela pode então oferecer tais vantagens, ainda sim obtendo lucro através de você&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Eu apenas comentei como exemplo algumas das vantagens oferecidas pela empresa para qual trabalho como divulgador. este comentário e retirei o link da Fr Promotora, pq percebi que infringe as regras do site, fazer propaganda. Então fica somente a explicação referente ao tópico.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para quem quizer saber mais sobre a rede que participo: &#60;a href=&#34;mailto:filipeswinter@yahoo.com.br&#34;&#62;filipeswinter@yahoo.com.br&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>Eduardo on "Vaga: Programador PHP"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/vaga-programador-php#post-278</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 11:31:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">278@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Caro Programador,&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;No momento temos uma última vaga aberta para um programador em PHP com nossa empresa Echo Midia. Somos uma empresa americana procurando por programadores brasileiros com grande experiência em programação, com foco maior em PHP, para integrar em nossa equipe e realizar trabalhos para nossos clientes.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O programador trabalharia de nosso escritório localizado no bairro do Ipiranga, São Paulo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Se interessado favor entrar em contato o mais rápido possível para o e-mail &#60;a href=&#34;mailto:emessani@echoprospects.com&#34;&#62;emessani@echoprospects.com&#60;/a&#62; com as respostas para as seguintes perguntas, para que possam ser analisas e enviadas para nosso RH:&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;- Tempo de experiência com PHP&#60;br /&#62;
- Algum conhecimento em Symfony?&#60;br /&#62;
- Nível do inglês&#60;br /&#62;
- Disponibilidade de trabalhar full time alocado de nossa agência em São Paulo?&#60;br /&#62;
- Caso escolhido para a posição quão breve estaria disponível para começar&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Favor notar que a posição requer um mínimo de 4 anos de experiência com PHP, algum conhecimento básico em Symfony, bom nível de inglês e oito horas disponíveis para trabalhar conosco em nossa agência de São Paulo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Esperamos contato imediato para que possamos seguir com o processo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Atenciosamente,&#60;br /&#62;
Eduardo Messani
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Ninguém canta o trabalho"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/ninguem-canta-o-trabalho#post-165</link>
<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:12:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">165@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Lucy Kellaway&#60;br /&#62;
28/03/09 00:05&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na semana passada, o jornal &#38;quot;The Guardian&#38;quot; publicou a lista das mil melhores músicas pop escritas até hoje.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Há músicas sobre amor, sexo, desgostos, queixas e protestos, vida e morte. Sobre a vida no escritório, no entanto, a produção musical é escassa, ou melhor, residual. &#38;quot;9 to 5&#38;quot;, de Dolly Parton, é a única listada.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Pergunto por que carga de água a vida no escritório não serve de inspiração a músicas pop? Há séries televisivas sobre a vida no escritório, novelas e outras variantes, e até a sétima arte lhe dedica espaço, mas músicas sobre o assunto não. Os administrativos bem podem passar todo o santo dia ligados ao iPod ou a serviços gratuitos de &#38;quot;music stream&#38;quot; em estações de rádio personalizadas, que o invés é mentira. A inspiração nunca flui dos administrativos para os compositores.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Talvez isto aconteça por ser um tema aborrecido, chato, mas a justificação não pode ficar por aqui já que há músicas pop dedicadas a temas tão aborrecidos como dormir e beber chá. Tal como há muitas sobre o tédio, o aborrecimento.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A explicação mais plausível reside no facto de os compositores não terem experiência como administrativos e não sabem o que dizer sobre o assunto. Mas nem isto explica tudo. Freddy Mercury nunca foi um &#38;quot;rapaz pobre que matou um homem&#38;quot; nem se inibiu de cantar &#38;quot;Galileo, Galileo, Figaro - magnífico&#38;quot;. Como não o impediu de compor uma das mais famosas e bem conseguidas músicas pop de todos os tempos - &#38;quot;Bohemian Rhapsody&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Decidi aprofundar o assunto e descarreguei para o meu computador um novo serviço de &#38;quot;music stream&#38;quot;, o Spotify. Tenho ao meu dispor vários milhões de músicas e, depois de uma análise atenta, pude confirmar o que suspeitava: ninguém compôs uma música sobre folhas de cálculo nem apresentações em PowerPoint. Mas encontrei umas quantas sobre a vida no escritório, suficientes para elaborar uma pequena ‘playlist' que é muito agradável de ouvir.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;As duas primeiras músicas são dedicadas aos operários norte-americanos. Ao que parece, a vida dos trabalhadores manuais exerce maior fascínio nos compositores comparando com os trabalhadores não manuais ou de colarinho branco.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Há um punhado delas sobre trabalho árduo, mas as minhas preferidas têm a assinatura de Bruce Springsteen, &#38;quot;Working on the Highway&#38;quot;, e de Glen Campbell, &#38;quot;Wichita Lineman&#38;quot;. Uma é rude e brutal, a outra mais suave, mas a mensagem é comum: é duro ser operário. Bruce canta &#38;quot;é preciso procurar uma vida melhor&#38;quot;, enquanto Glen sussurra que precisa &#38;quot;de umas férias curtas&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A terceira música da minha lista é mais recente e poderia ocupar o primeiro lugar de uma nova categoria - &#38;quot;rock redundante&#38;quot;. &#38;quot;Don't You Love Me No More&#38;quot; fala-nos do despedimento e foi composta por Henry Priestman, que editou o primeiro álbum aos 53 anos. Parte da letra é conseguida, &#38;quot;Muitos chefes e poucos Índios/Eu, eu não passo de um vosso lacaio&#38;quot;, mas o refrão descamba porque soletrar D-E-S-P-E-D-I-D-O numa canção soa mal e embrulha a língua. Talvez R-E-S-P-E-I-T-O fluísse melhor...&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Em quarto e quinto lugar vêm duas músicas cantadas no feminino. Uma já a referi, Dolly Parton com &#38;quot;9 to 5&#38;quot;, que fala das manhãs em que bebe &#38;quot;uma chávena de ambição&#38;quot; que vai esmorecendo à medida que o dia avança: &#38;quot;Usam a nossa cabeça, mas nunca nos dão valor/É quanto basta para nos pôr loucos... se deixarmos&#38;quot;. Enigmático q.b. Ou quem sabe Dolly não fez o trabalho de casa, isto é, não pesquisou o suficiente sobre o assunto para poder aprofundá-lo. Em relação ao outro tema, &#38;quot;Morning Train&#38;quot;, cantado por Sheena Easton, ficamos a saber que o seu mais que tudo &#38;quot;apanha o comboio manhã cedo/Trabalha das nove às cinco/E repete o ritual no regresso&#38;quot;, mas ignoramos o que faz no horário de expediente.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A música que ocupa o sexto lugar nunca foi editada, mas ganhou estatuto de culto no YouTube. Dois gestores do Bank of America decidiram pegar no tema &#38;quot;One&#38;quot; dos U2 e reformulá-lo. Revi o vídeo quando estava a escrever esta crónica - recomendo vivamente aos leitores que dêem uma espreitadela - e dei por mim a pensar que, afinal, não tem nada de cómico e tudo de pungente. Uma verdadeira mensagem da &#38;quot;outra vida&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Pergunto-me como pude passar ao lado da primeira vez que vi o vídeo, quando a mensagem é mais do que óbvia: a banca morreu. Devíamos ter percebido que alguma coisa estava mal no instante em que dois homens adultos resolvem subir ao palco e cantar solenemente &#38;quot;Um banco, um acorde, uma consciência, as três partilhamos para nos guindarem a padrões mais elevados&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;De regresso ao mundo da pop, em sexto há lugar um tema dos Kaiser Chief, &#38;quot;Oh my God&#38;quot;, em que a banda apela a uma maior alienação: &#38;quot;O teu nome vem numa chapa pregada na camisa/Um buraco que se alarga como uma fenda na placa tectónica/Não quero saber, pouco importa/O que quero mesmo é estar longe daqui&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Um sentimento que encontra eco na música &#38;quot;Taking Care of Business&#38;quot;, dos Bachman-Turner Overdrive, e sugere alternativa ao pesadelo da vida no escritório: compre uma guitarra em segunda-mão e aposte no auto-emprego. Estas músicas têm em comum a ideia um tanto grosseira de que é mau ter um emprego e de que é mau perdê-lo. Os trabalhadores são o máximo e os patrões umas bestas. Em suma, uma vida miserável e infeliz. Parece que isto é escrito e cantado por quem não conhece a realidade da vida num escritório.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ao fim de uma pesquisa exaustiva descobri duas músicas que fogem a esta onda de negatividade. &#38;quot;Car Wash&#38;quot; de Rose Royce, que canta a felicidade dos trabalhadores da lavagem automática por verem que &#38;quot;há sempre carros a chegar&#38;quot; e a forma carinhosa como falam do empregador quando dizem que &#38;quot;o chefe não se importa que, de vez em quando, a gente se faça de parvos&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Só descobri uma música que enaltece o trabalho e, curiosamente, também envolve água e lavagens. Chama-se &#38;quot;Cleaning Windows&#38;quot;e é composta por Van Morrison. &#38;quot;Sou dos melhores naquilo que faço/Sou feliz como lavador de vidros&#38;quot;. Aplaudo o sentimento, mas confesso-me surpreendida. Limpar janelas é das piores tarefas que conheço porque há sempre uma mancha algures a ameaçar o nosso esforço. Mas tenho esperança que Van Morrison ainda escreva uma música a explicar o segredo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Exclusivo Financial Times&#60;br /&#62;
Tradução de Ana Pina&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://economico.sapo.pt/noticias/ninguem-canta-o-trabalho_6861.html&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://economico.sapo.pt/noticias/ninguem-canta-o-trabalho_6861.html&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Trabalho e família: o grande desafio"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/trabalho-e-familia-o-grande-desafio#post-125</link>
<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 11:08:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">125@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Texto de: Florinda Matos (*)&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Assistimos, nos últimos anos, a um conjunto de mudanças estruturais que nos obrigam a repensar a forma de organização da vida profissional. A conciliação entre trabalho e família é hoje condição para o desenvolvimento económico e social sustentável de um país.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Algumas mudanças, mais significativas, nesta relação entre a vida profissional e a vida familiar, têm a ver com o aumento da participação das mulheres na força de trabalho, a nova distribuição dos papeis dos homens e das mulheres na sociedade, a alteração da relação entre trabalho remunerado e trabalho doméstico, a alteração das estruturas familiares, nomeadamente com famílias monoparentais ou famílias em que ambos os cônjuges têm carreira profissional, a alteração de valores, o aumento da longevidade e a competitividade.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Actualmente, em muitos sectores de actividade, os horários de trabalho ultrapassam, por vezes, as 60 horas semanais, fazendo desaparecer a fronteira entre a vida profissional e privada e invadindo todos os espaços e tempos da vida de um indivíduo. Vivemos uma realidade complexa, se por um lado o número de desempregados aumentou drasticamente, muitos dos que estão na vida activa trabalham horas a mais.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;É frequente ouvir dizer-se que o dia devia ter 48 horas e que não há tempo para nada. Na verdade, a vida profissional absorve uma grande parte do nosso dia, criando contradições entre a realidade e os modelos de carreira profissional.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O facto de as mulheres, neste momento, formarem uma parte importante da força de trabalho, nomeadamente no mundo ocidental, coloca vários desafios às políticas estatais e organizacionais que ainda funcionam com base na premissa de existência de uma força de trabalho sem responsabilidades familiares. Os modelos de carreiras são, por isso, desadequados e com consequências sociais ainda pouco reconhecidas, mas claramente negativas para o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Estão em causa a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento saudável das crianças ao nível cognitivo, emocional e psicossocial, a qualidade do cuidado, da atenção, do afecto e do apoio emocional e instrumental a idosos e outros dependentes adultos, o acesso e perspectivas de carreira no mercado de trabalho, o aproveitamento eficaz das capacidades e qualificações das pessoas com exigências familiares, entre outras.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Vivemos numa sociedade que, por um lado, tende a penalizar as mulheres pela diminuição da taxa de natalidade e pelo envelhecimento da população mas, por outro lado, ainda existem situações em que os responsáveis das organizações penalizam as mulheres que dão prioridade à maternidade.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Hoje, a sociedade é inclemente, nomeadamente para a mulher, a quem exige que seja boa esposa, boa mãe, boa dona de casa, profissional competente com uma carreira de sucesso, com tempo para ir ao ginásio e cuidar da imagem.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A competição leva os indivíduos a demonstrar o seu investimento pessoal no trabalho, pelo aumento de mais horas passadas a trabalhar, o que inclui, muitas vezes, trabalhar à noite e ao fim-de-semana e estar sempre disponível e contactável.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Depois ouvimos tristes notícias, como as divulgadas recentemente, pela comunicação social, em que um pai se esqueceu do filho bebé dentro do carro, levando à morte da criança! E perguntamos porquê? Como é possível?&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;É portanto fundamental que a sociedade reflicta sobre este assunto e sobre os mecanismos facilitadores da conciliação entre a vida profissional e a vida familiar.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Esta conciliação deve hoje ser vista como um dos maiores desafios e uma das prioridades do Estado, das empresas e de todas as organizações. Deve promover-se uma cultura de trabalho e de empresa social e familiarmente responsável, pois só assim podemos construir uma sociedade sustentável.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;* Investigadora MRC/ISCTE&#60;br /&#62;
Consultora PMEConsult
&#60;/p&#62;</description>
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<title>FD on "O drama dos pais que matam acidentalmente"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/o-drama-dos-pais-que-matam-acidentalmente#post-118</link>
<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 09:31:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;Pode acontecer a qualquer um? Pode uma tragédia individual, única e íntima, ser tambémum sintoma de uma realidade social?Por leonor Paiva Watson&#60;br /&#62;
Ontem&#60;br /&#62;
Leonor Paiva Watson&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Em menos de uma semana, Portugal trouxe às páginas dos jornais seis acidentes graves com crianças. Todos tristes, todos absolutamente trágicos. Mas na memória colectiva - em silêncio - permanece um, pela amargura dos seus contornos. Um pai, como qualquer outro pai, esqueceu o seu bebé dentro do carro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Horas depois, deparou-se com o pior cenário que um pai pode enfrentar, que se estende sob a acusação surda de uma sociedade inteira.Nos cafés, no mercado, numa qualquer repartição pública, nas escolas, na televisão, não faltaram logo opiniões completamente formadas, fechadas e &#38;quot;perfeitas&#38;quot; sobre o sucedido. Parecia que dentro de quem opinava o caso tinha que ser resolvido e afastado com carácter de urgência.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Explicam os especialistas que, na impossibilidade de integrarmos um determinado acontecimento no nosso sistema, buscamos uma resposta rápida para fecharmos o ciclo. De facto, o que não faltou foi rapidez e de tudo se ouviu. Ouviu-se que &#38;quot;não estamos livres que nos aconteça, porque também somos pais&#38;quot; e ouviu-se que &#38;quot;àquele pai faltava-lhe o vínculo de amor&#38;quot;. Houve mesmo quem questionasse a razão pela qual a sua mulher não o largou. Para uns vítima, para outros algoz.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Assim, imediatamente. Tudo para fecharmos o ciclo e avançarmos com a nossa vida que, pensamos nós, está distante dessas tragédias. Avisam os especialistas que não é assim, que somos humanos e que nunca nada está completamente controlado. Portanto, à pergunta 'como pode um pai (ou uma mãe) esquecer-se de um filho dentro de um carro?' segue-se uma outra para fazer devagar: poderá isto acontecer a qualquer um de nós?. E, já agora, será um drama desta natureza, individual e com contornos únicos e íntimos, apenas um sintoma da vida do protagonista? Ou poderá ser também - além da sua dimensão única e deveras íntima - o sintoma de uma realidade social?&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Quando  nós entramos em falência...&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Pode. Pode ser um sintoma da nossa realidade social. E dou-lhe o exemplo da radicalização a que chegaram as exigências laborais. Esta radicalização influencia a estrutura familiar e pode potenciar as tragédias, os acidentes&#38;quot;, explicou Manuel Sarmento, sociólogo e membro do Instituto de Estudos da Criança (IEC), da Universidade do Minho. Significa isto que as pessoas andam hoje muito mais cansadas, muito mais preocupadas, a &#38;quot;viverem a um ritmo acelerado, que não é o delas&#38;quot;, pormenoriza Paula Cristina Martins, Psicóloga e também membro do IEC.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;strong&#62;A psicóloga alerta para o facto de que &#38;quot;os indivíduos privilegiam os filhos no seu discurso, mas que é o trabalho que as domina, relegando as relações e os afectos para segundo plano&#38;quot;. Não é que gostem menos das suas pessoas e muito menos dos filhos, é só que por imposição da própria vida &#38;quot;têm menos disponibilidade de tempo e menos disponibilidade mental porque estão cansadas&#38;quot;, diz.&#60;/strong&#62;&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Esta radicalização das exigências feitas ao indivíduo cria as condições que propiciam os estados ansiosos. Basicamente, está criada a plataforma para que o nosso aparelho psíquico nos traia, &#38;quot;porque estamos pressionados, debaixo de um quadro de stress&#38;quot;, acrescenta Manuel Coutinho, psicólogo e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Quando uma pessoa tem muita pressão sobre ela e a sua atenção está demasiado distribuída podem acontecer acidentes trágicos&#38;quot;, reitera Manuel Coutinho. Não é raro encontrarmos pessoas que estão à procura dos óculos com eles na cabeça, ou que chegam a casa do trabalho sem se lembrarem de nada relativamente ao percurso efectuado. Tudo sinais de cansaço. No fundo, há uma espécie de falência temporária. Quando esta falência se dirige a um filho, pode ser trágica, mas &#38;quot;pode não ter havido negligência consciente&#38;quot;, afirma. &#38;quot;A negligência consciente existe quando os pais facilitam num qualquer comportamento que sabem que poderá vir a ter más consequências&#38;quot;, determina.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Reformulamos, então, a pergunta de partida. Em vez de questionarmos como pôde um pai esquecer-se de um filho no carro, questionarmos apenas por que esqueceu ele o filho no carro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Quando a memória nos trai&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A psicóloga Paula Cristina Martins avança com um exercício. &#38;quot;Imagine, por exemplo, que não é hábito levar o filho ao infantário e que a criança vinha a dormir. Imagine, ainda, que o pai, ou a mãe, estão completamente absortos porque preocupados com uma reunião de trabalho&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Serve isto para demonstrar que tendo os seres humanos comportamentos automatizados, bastará um quadro de preocupação para não processar a mudança na rotina diária. E, portanto, julgar depressa &#38;quot;é não compreender&#38;quot;, entende o psicólogo Manuel Coutinho. &#38;quot;Aos pais a quem acontece um acidente destes, onde não houve dolo, já basta serem julgados na sua consciência, independentemente de serem julgados no tribunal dos seus países. Um infortúnio destes fica para toda a vida. Nada tem que ver com a ausência de vínculos afectivos, mas com momentos de infortúnio, onde os pais por qualquer motivo, como o excesso de cansaço, baixaram a guarda de forma não intencional&#38;quot;, defende aquele especialista.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A resposta a quem disse, por exemplo, que &#38;quot;estas pessoas não deviam ter filhos&#38;quot; está dada. &#38;quot;Estas pessoas&#38;quot; somos nós, todos nós, &#38;quot;porque todos nós estamos sujeitos a uma falência temporária&#38;quot;, avisa. De facto, as estatísticas de países onde estes casos não são raros indicam que tal acontece a ricos e pobres, a pessoas altamente escolarizadas e a outras pouco qualificadas, a pais mais controladores e aos pais mais permissivos, aos mais preocupados e aos mais distraídos, aos mais inseguros, aos mais equilibrados e aos que pensam que são perfeitos e que têm sempre um conselho e uma sentença na ponta da língua. Nos Estados Unidos da América, país onde um caso destes sucede entre 15 a 25 vezes por ano, já aconteceu a um militar, a uma assistente social, a um clérigo protestante, a uma enfermeira, a um professor universitário, a um cientista, a uma pediatra, bem como a um trabalhador dos correios, a um electricista a um cozinheiro, enfim, a gente de todos os feitios e de todos os tipos sócio-económicos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;À pergunta: 'poderá isto acontecer a qualquer um de nós?', Manuel Coutinho responde categoricamente. &#38;quot;sim, por isso é muito importante estar alerta o mais possível, porque às vezes toda a vigilância é pouca, já que numa fracção de segundos, pode acontecer uma tragédia&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A visibilidade da infância&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E sobre tragédias que envolveram crianças intensificaram-se as notícias em Portugal, nos últimos cinco anos. Realidade extensiva a toda a Europa, de resto. Esta visibilidade centra-se nos acidentes, que é a segunda causa de morte na infância; nas notícias sobre maus-tratos, em larga medida devido ao trabalho de sensibilização das comissões de protecção de menores; e na pobreza infantil, que os relatórios da Eurostat revelam estar a aumentar.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Esta visibilidade é paradoxal. As crianças passam a ser visíveis quando são menos, isto é, nasceram menos um milhão de crianças entre 1981 e 2005 do que até então. Do ponto de vista demográfico isto é muito importante pelas suas consequências. Portanto, obrigatoriamente começou a dar-se visibilidade à infância. A outra grande razão desta visibilidade prende-se com o aprofundamento, no século XX, desta concepção de que a criança é um sujeito de direitos&#38;quot;, informou o sociólogo Manuel Sarmento. Ou seja, quando a lei consagra que a criança é um sujeito de direitos e a realidade demonstra que está cada vez mais pobre, por exemplo, colocam-se os olhos na infância. Resumidamente, a criança passa a ser tema pelo lado mais crítico.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Sim, é uma visibilidade parcial, que assenta precisamente no lado crítico. É o observar a ruptura existente entre o que é esperado e a realidade social. Tudo, porque no fundo, nós temos a esperança que a criança seja o futuro da humanidade, e em Portugal que consiga representar um país mais emancipado&#38;quot;, explica o sociólogo. Esta ideia de futuro está ligada à ideia de renascimento social, sobretudo na sequência das duas grandes guerras.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Mas, se por um lado, a infância tem cada vez mais visibilidade, por outro lado nem sempre é tratada como deveria. As exigências da sociedade quotidiana não deixam grande tempo para que a família se aperceba do ritmo a que os comportamentos da infância se alteram e da forma como esta se relaciona como Mundo. Os pais estão submersos num mundo de exigências laborais que fomentam, muitas vezes, a corrosão de carácter. Essa instabilidade influencia directamente a estabilidade familiar. Por isso, de facto, a pressão a que o sujeito se sente submetido - o facto de se sentir dominado pelo trabalho, que é o seu ganha-pão para sustentar os filhos que ama - pode potenciar o cansaço e a desatenção.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Como lidar com a tragédia&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O cansaço e a atenção muito distribuída são os detonadores de uma eventual tragédia, de um acidente onde não houve negligência consciente. &#38;quot;Quando esta acontece, o pai ou a mãe em causa vai sofrer de forma tenebrosa o resto da vida. É algo muito pesado aceitar o facto de a responsabilidade do que sucedeu ser sua&#38;quot;, resume a psicóloga Paula Cristina Martins, acrescentando que &#38;quot;o protagonista de um drama destes precisa de todo o apoio terapêutico&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Um pai a quem acontece uma coisas destas vai ter um processo de luto agravado pelo sentimento de culpa, tem que ser ajudado através da psicoterapia&#38;quot;, avança o psiquiatra Daniel Sampaio. Apesar de este pai viver com a memória do que aconteceu a vida toda, ele pode com o tempo encontrar alento para viver.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A primeira coisa que um especialista fará no acompanhamento a este pai é &#38;quot;tentar perceber os seus mecanismos habituais de defesa para, num segundo passo, reforçá-los&#38;quot;, explica o psiquiatra. Um terceiro passo será tentar encontrar na vida daquela pessoa uma motivação para viver o melhor possível.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;No caso de haver já outros filhos, convém não transportarem para eles nada do que possa acontecer, ou seja, não terem comportamentos de super-protecção. Por outro lado, convém não virem a ter outro bebé nos próximos dois anos, para que este não seja encarado, ainda que inconscientemente, como um substituto&#38;quot;, adverte ainda este psiquiatra.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Por outro lado, o outro cônjuge, a sofrer um trauma duplo, pela morte do filho e pelo facto de tal ter acontecido sob responsabilidade de quem também ama, precisa, igualmente, de todo o apoio. &#38;quot;O casal precisa de apoio e precisa de conversar muito. É importante que este cônjuge não culpabilize o outro&#38;quot;, termina Daniel Sampaio.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/Domingo/Interior.aspx?content_id=1178015&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/Domingo/Interior.aspx?content_id=1178015&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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<title>FD on "Trabalho: homens queixam-se mais de pressão e mulheres de pouco reconhecimento"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/trabalho-homens-queixam-se-mais-de-pressao-e-mulheres-de-pouco-reconhecimento#post-65</link>
<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 16:39:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;blockquote&#62;&#60;p&#62;Psicóloga explica como reduzir sofrimento no emprego&#60;br /&#62;
Trabalho: homens queixam-se mais de &#38;quot;pressão&#38;quot; e mulheres de &#38;quot;pouco reconhecimento&#38;quot;&#60;br /&#62;
04.03.2009 - 20h36 Lusa&#60;br /&#62;
O &#38;quot;excesso de pressão&#38;quot; é o principal problema que os homens dizem enfrentar no trabalho, enquanto as mulheres apontam com mais frequência o &#38;quot;pouco reconhecimento&#38;quot;, garante a psicóloga Maria Jesus Reyes, autora do livro &#38;quot;Trabalhar sem sofrer&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A psicóloga, com larga experiência na área do trabalho em Espanha e na América Latina, explica que os maiores problemas vividos pelos homens no trabalho são o excesso de pressão, a que se segue a necessidade de reconhecimento e, finalmente, a dificuldade em conciliar a vida profissional e a familiar. Já no que toca às mulheres, costumam referir em primeiro lugar o pouco reconhecimento do seu trabalho, depois a conciliação entre a profissão e a família e, finalmente, a pressão, afirma a psicóloga, com base na sua experiência.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Sem distinção de género surgem depois os problemas com os colegas e, mais especificamente, as questões da inveja, da mentira e da progressão profissional sem ética.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Segundo a psicóloga, ser optimista, não dizer mal dos colegas, definir prioridades, não esticar inutilmente o horário e reservar meia hora por dia para reflectir nos objectivos são &#38;quot;truques&#38;quot; para ser feliz no trabalho e, consequentemente, na vida. Maria Jesus Reyes garante ainda que na maioria das vezes não é uma mudança de trabalho que resolve problemas como &#38;quot;chefes difíceis, colegas agressivos ou muitas horas&#38;quot; passadas no emprego.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para aproveitar o melhor possível os 2/3 da vida que se passa a trabalhar, a investigadora recomenda &#38;quot;desligar do trabalho&#38;quot; quando se chega a casa. Não o fazer é ter um &#38;quot;bilhete para a infelicidade e [para] contaminar a vida&#38;quot; com essa infelicidade, considera.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Outra recomendação da psicóloga para um trabalho &#38;quot;sem sofrimento&#38;quot; é não responder a provocações e falar directamente com o colega com quem se tem problemas, em vez de andar a comentar com outros.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A produtividade ideal não deve ter mais do que uma jornada de oito horas, considera ainda Maria Jesus Reyes, garantindo que se tal não acontecer é por problemas de gestão ou organização.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Sobre os chefes, a psicóloga acredita que nem sempre são a melhor escolha para o cargo, sublinhando que para mandar bem é necessário ter a &#38;quot;imparcialidade de um juiz e a generosidade de um líder&#38;quot;. A psicóloga defende que o importante é cada pessoa desenvolver a sua &#38;quot;melhor versão&#38;quot;, usando a inteligência emocional, e viver com optimismo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A especialista garante também que se pode estar pouco tempo no desemprego. &#38;quot;Em tempo de crise, é muito pouco frequente alguém vir buscar-nos a casa&#38;quot;, destaca. Por isso, o melhor é fazer passar a palavra entre a rede de conhecidos e treinar as capacidades de comunicação para provar ao futuro empregador que está na presença do melhor empregado que poderá ter, aconselha.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367726&#38;amp;idCanal=62&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367726&#38;amp;idCanal=62&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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