<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="bbPress" -->

<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
>

<channel>
<title>FórumEmprego.net Tag: trabalho estrangeiro - Recent Posts</title>
<link>http://forumemprego.net/</link>
<description>Falar sobre emprego, desemprego, trabalho, formação</description>
<language>en</language>
<pubDate>Sun, 20 May 2012 13:49:12 +0000</pubDate>

<item>
<title>FD on "Após crise, desemprego alimenta xenofobia e assombra estrangeiros"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/apos-crise-desemprego-alimenta-xenofobia-e-assombra-estrangeiros#post-18</link>
<pubDate>Wed, 18 Fev 2009 09:34:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">18@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/07/e07029790.asp&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Marsílea Gombata, Jornal do Brasil&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;DA REDAÇÃO - A crise global tem se apresentado custosa não só aos Tesouros nacionais. Embates sociais e xenofobia crescente marcam o momento da História em países da Ásia, América e Europa. Como em um filme já visto, o desemprego entre nativos leva-os a disputar vagas antes de imigrantes, alimenta rivalidades e nacionalismos exacerbados.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Palco de intensos protestos nas últimas semanas, o Reino Unido assistiu a centenas de britânicos carregarem placas dizendo “empregos do Reino Unido para trabalhadores britânicos” e a entrarem em greve em uma refinaria cujos postos eram ocupados por italianos e portugueses. Sindicatos protestaram contra o governo, dizendo que nativos estavam sendo minados por estrangeiros com salários mais baixos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;– As reações contra os trabalhadores estrangeiros ainda são pequenas, mas a tendência é aumentar – prevê Gabriela Boeing, da Organização para Migração Internacional, em Londres. – Com a crise e a decorrente diminuição de vagas, há pressão para que o governo proteja empregos dos nativos. No Reino Unido, que sempre defendeu o movimento de cidadãos europeus, as coisas estão mudando. Tem sido comum em pesquisas ver “imigrantes roubam nossos empregos”. É mais fácil culpar estrangeiros do que a política econômica.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Secretário-geral da Solidarity Trade Union, do Reino Unido, Patrick Harrington explica que, apesar do conflito com trabalhadores estrangeiros, a “maior raiva é contra governo e empresários”:&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;– É preciso escutar as demandas dos trabalhadores – explica. – Se não mudar, ações serão intensificadas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Gabriela conta que o Reino Unido já está criando leis mais duras para controlar a imigração e, segundo dados do Departamento do Trabalho e Pensão, nos últimos três anos houve um aumento de 1,6 milhão para 2,32 milhões de trabalhadores estrangeiros no país.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na Espanha, onde o desemprego chega a quase 16%, os estrangeiros têm sofrido mais.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;– Por trabalharem com menos garantias, ficam no front do desemprego – explica Ivan Briscoe, do Centro de Pesquisa para a Paz, Fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Externo, na Espanha. – A tendência é a escalada de ressentimentos sociais entre os pobres: nativos e imigrantes.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Trabalhos que vinham sendo feitos por imigrantes – como serviços domésticos, de limpeza, construção civil, agricultura – são cada vez mais disputados por espanhóis.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O governo também está tomando medidas para diminuir o número de estrangeiros oferecendo pacote de retorno voluntário, com adiantamento do seguro desemprego.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Briscoe explica que, na Europa, há três situações distintas de países em crise. Pequenos como Lituânia, Letônia e Estônia encontram-se sob forte redução econômica e, ao lado de Islândia e Irlanda, têm tido tensão social. Em uma segunda categoria, Bulgária, Grécia e Itália, com falta de oportunidades. E, por fim, Espanha, França, Reino Unido – e Alemanha possivelmente – assistiram ao crescimento de imigrantes e sofrem o que Briscoe chama de “crise de expectativa”, com desestabilização.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na própria Alemanha, onde imigrantes representam importante parcela da mão-de-obra em vista do envelhecimento da população, “a crise aumentará a xenofobia se durar e terá repercussões”, crê Udo Ludwing, do Instituto de Pesquisa Econômica de Halle.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;– A crise reativa problemas deste tipo que têm sido uma constante histórica que certamente trarão mais manifestações sociais – prevê o peruano Danilo Martuccelli, da Universidade Lille 3, na França. – As situações não diferirão apenas por fatores econômicos, mas pela política, como a existência ou não de um partido populista.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Nesse contexto, direitas radicais podem se fortalecer e ter maior autoridade, além de se concentrar em bodes expiatórios sob a crise.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Além&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na China, trabalhadores imigrantes estão perdendo postos mais rapidamente que o esperado. Setores de construção, estaleiros e indústrias manufatureiras buscam manter o quadro de funcionários cada vez mais enxuto em Cingapura. No Japão, há três meses a crise fez renascer o preconceito contra grupos de imigrantes, em especial os brasileiros.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na Rússia, os 40% dos empregados no setor de construção civil são, em sua maioria, provenientes de ex-países da União Soviética que temem ser demitidos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;– Para a Rússia é ainda pior, pois o nível desse tipo de preconceito é alto, e leva ao crescimento de grupos violentos sem uma ação contrária do governo – explica Alexander Verkhovsky, do Sova, organização contra a xenofobia em Moscou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Nos EUA, a recessão se mostra um álibi para ativistas e parlamentares na luta contra a imigração.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/07/e07029790.asp&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/07/e07029790.asp&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Trabalhar na Irlanda"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/trabalhar-na-irlanda#post-17</link>
<pubDate>Wed, 18 Fev 2009 09:33:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">17@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Tenho lido que muitos portugueses andam a pensar ir trabalhar para a Irlanda. Alguém quer partilhar experiências e conhecimentos?
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Ensinar no Reino Unido"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/ensinar-no-reino-unido#post-7</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:50:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">7@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=5ACA05C9D37579E8E0400A0AB8002F82&#38;amp;opsel=1&#38;amp;channelid=0&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Há um acordo entre os países da União Europeia (UE) para o reconhecimento das qualificações profissionais ao nível do ensino dos professores dos estados-membros. Para esclarecer eventuais candidatos sobre como ser professor em Inglaterra ou no País de Gales, esteve presente na Exponor um conselheiro inglês da rede EURES. Durante a sua exposição, Jomo Ladepon-Thomas passou alguns slides sobre o sistema educativo do Reino Unido para destacar a multi-culturalidade presente nas escolas inglesas, tanto de alunos como do corpo docente.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A primeira coisa que qualquer candidato precisa de ter em atenção é que o recrutamento de professores no Reino Unido é realizado individualmente pelo estabelecimento de ensino e, em alguns casos, pela autoridade educativa local. Posto isto, a procura de emprego deve fazer-se, como em qualquer outro país, através dos seus serviços públicos de emprego, uma agência equivalente ao IEFP, em Portugal. &#38;quot;Esta é a forma mais segura de procurar emprego e evitar complicações no país de destino&#38;quot;, alerta Paula Fernandes, uma responsável do IEFP, presente na feira.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A procura de anúncios em jornais como The Guardian, The Daily Telegraph, ou o Financial Times, é o primeiro passo de quem procura emprego no Reino Unido. Segue-se a inscrição em sites especializados de oferta de emprego na área do ensino, como o &#60;a href=&#34;http://www.tesjobs.co.uk&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.tesjobs.co.uk&#60;/a&#62; ou o &#60;a href=&#34;http://www.schoolsnet.com&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.schoolsnet.com&#60;/a&#62; ou ainda o &#60;a href=&#34;http://www.iloveteaching.com&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.iloveteaching.com&#60;/a&#62;. São algumas sugestões. O importante é que o candidato procure informação sobre questões como impostos, segurança social e saúde. Há direitos e deveres que devem ser respeitados. Jomo Ladepon-Thomas falava para uma assistência composta essencialmente por professores dos ensinos Básico e Secundário. Leccionar fora do sistema educativo português é uma hipótese que muitos professores, sobretudo os que iniciam agora a carreira, começam já a equacionar.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=5ACA05C9D37579E8E0400A0AB8002F82&#38;amp;opsel=1&#38;amp;channelid=0&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=5ACA05C9D37579E8E0400A0AB8002F82&#38;amp;opsel=1&#38;amp;channelid=0&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Angola, novo Eldorado para a saída da crise"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/angola-novo-eldorado-para-a-saida-da-crise#post-6</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:36:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">6@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Milhares de portugueses debandam em busca de novas oportunidades de trabalho&#60;br /&#62;
2009-02-08&#60;br /&#62;
FERNANDO BASTO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;São já mais de 80 mil os portugueses emigrados em Angola. Aquele país africano é visto como o novo Eldorado para trabalhadores e empresários portugueses. Dois voos diários são já insuficientes.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Porto, 4 de Fevereiro, 10 horas. Ana Rodrigues, 49 anos, impacienta-se frente ao balcão da Consulta do Viajante. Há mais de um mês que tem marcada a consulta médica indispensável para obter o visto que, em breve, lhe vai permitir ir trabalhar para Angola. Mas tem de aguentar. Os centros de saúde apenas com muita dificuldade conseguem dar vazão a tantos pedidos de vacinação. Ana, administrativa no Marco de Canaveses, reconforta-se com um pensamento: em breve, vai viver num clima quente, como gosta, e passar a auferir 2300 euros mensais contra os miseráveis 750 que tem levado para casa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Porto, Hotel Sheraton, 5 de Fevereiro, 10 horas. Centenas de empresários nortenhos enchem um vasto salão para ouvirem falar sobre as relações económicas entre Portugal e Angola. Para gáudio da assistência, uma instituição bancária acena-lhes com possibilidades de crédito para a internacionalização das empresas. Na mesa, um perito aguça-lhes o apetite com números: as exportações para Angola cresceram mais de 30% só nos primeiros 10 meses do ano passado. Contudo, alguém alerta: &#38;quot;Angola não é uma nova árvore das patacas. É um mercado exigente, que requer muito trabalho e qualidade&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana Rodrigues e as centenas de empresários que, no Porto, sonham com Angola representam a esperança com que muitos milhares de portugueses de Norte a Sul do país olham a ex-colónia portuguesa. O desemprego e a falta de oportunidades parecem estar a encontrar respostas naquele país africano, onde a árdua tarefa de reconstrução nacional exige braços esforçados e grandes investimentos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Os dois voos diários para Luanda - operados pela TAP e TAAG - são já insuficientes para tamanha debandada. Isabel Palma, do Gabinete de Comunicação da TAP, confirmou ao JN que, no ano passado, a companhia tranasportou mais de 156 mil passageiros na rota Lisboa-Luanda-Lisboa. Ou seja, um aumento de 13% face a 2007. O objectivo da companhia é o aumento do número de voos semanais de forma a dar resposta à elevada procura. Também na TAAG, Agnela Wilper confirmou ao JN a intensa procura que tem sido registada nos voos entre Lisboa e Luanda.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E como para a obtenção do visto de entrada em Angola é obrigatória uma vacinação prévia, as consultas do viajante de todo o país estão a ter grande dificuldade em dar vazão a tantos pedidos. Delfina Antunes, directora do Departamento de Saúde Pública do Norte, confirmou ao JN que dos 13500 utentes atendidos em 2008 nos cinco centros da região com consulta de viajante (três no Porto, um em Braga e um em Viana do Castelo), 9500 tinham como destino o continente africano. Destes, 70% rumavam a Angola.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para aumentar a rapidez de atendimento - no momento, a marcação de uma consulta pode demorar cerca de um mês - serão abertos mais dois centros de saúde em Bragança e Vila Real, além de alargados os períodos de funcionamento e instalado um programa informático de gestão integrada de marcação de consultas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Rui Encarnação, responsável pelo portal Netempregos, revelou ao JN que tem tido cerca de 150 ofertas de emprego por mês para Angola. &#38;quot;Em média, para cada oferta de emprego, recebemos cerca de 450 candidaturas&#38;quot;, realçou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E o futuro trará ainda mais oportunidades aos portugueses, como afirmou ao JN Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "&#34;Até para semear couves eu emigrava para Angola!&#34;"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/quotate-para-semear-couves-eu-emigrava-para-angolaquot#post-5</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:33:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">5@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Portugueses partem em busca de trabalho e ordenados &#38;quot;chorudos&#38;quot;. Os que já lá estão rejeitam a ideia de &#38;quot;Eldorado&#38;quot; e falam em trabalho árduo, mas compensador. E cada vez há mais quem queira partir&#60;br /&#62;
2009-02-08&#60;br /&#62;
FERNANDO BASTO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Eu nem que tenha que ir semear couves e batatas, prefiro ir para Angola do que ficar por cá. Sempre vou para um país mais quente. Além de ir ganhar o triplo, claro!&#38;quot;. Ana Rodrigues já não acreditava que, com 49 anos de idade, iria encontrar emprego com tanta facilidade.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Foi no Verão. Fui à Net e vi um anúncio a pedir escriturários para trabalhar numa empresa portuguesa em Luanda. Concorri e fui chamada no início de Janeiro&#38;quot;, revelou, com um brilho no olhar.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O facto de ter nascido em Angola - apesar de ter nacionalidade portuguesa - foi uma vantagem. Para os empresários portugueses - que só podem contratar fora de Angola um terço dos seus trabalhadores - dar emprego a um trabalhador com nacionalidade angolana é uma vantagem: obtém vantagens fiscais e liberta mais uma vaga na sua quota de trabalhadores portugueses.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana trabalha como escriturária em Marco de Canaveses. Descontente com o parco ordenado de 750 euros, o que também ali a desespera é a falta de perspectivas de desenvolvimento profissional. &#38;quot;Há uns dois anos que tenho sentido a necessidade de emigrar. Vou pelo salário, claro, pois vou ganhar 2300 euros, além do alojamento e refeições oferecidos pela empresa. Mas sentia necessidade de sair deste país para fora&#38;quot;, confessou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana tem uma outra vantagem: não tem &#38;quot;amarras&#38;quot;, é solteira. O mesmo não pode dizer Paulo Pereira, 42 anos, segurança, residente em Castelo de Paiva. Quando o tema da conversa é emigrar para Angola, o seu rosto queda-se triste e apreensivo. Sabe que no próximo dia 20 embarca rumo a Viana, uma pequena cidade da província de Luanda, onde vai trabalhar para uma empresa de segurança privada e... ganhar bastante mais do que os 800 euros mensais que agora leva para casa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Por cá, ficam a mulher e as suas duas filhas, de 16 e 18 anos. &#38;quot;Eu aqui tenho a minha vida estável, mas penso muito no futuro das minhas filhas e do que lhes poderei dar. As saudades são a parte pior disto tudo&#38;quot;, referiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Paulo Pereira conta &#38;quot;aguentar&#38;quot; por lá dois ou três anos. Tem receio das doenças e da insegurança que por lá possa encontrar. &#38;quot;Gostava de dar-me bem por lá e poder, mais tarde, levar a família comigo&#38;quot;, consentiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Com ele, vai também Vítor Almeida, 36 anos, residente em Castelo de Paiva. Desempregado há já dois anos, depois de ter dado 10 anos da sua vida ao Exército, a oferta de trabalho para Angola foi a única que lhe surgiu depois de meses e meses à procura de algo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Vou com ânimo, pois sei que, finalmente, vou ter um emprego para trabalhar&#38;quot;, afirmou, com satisfação. Lamenta que toda a dedicação que entregou à vida militar - participou em três missões de paz de seis meses na Bósnia - de nada lhe tenha valido. &#38;quot;Quando cheguei ao fim dos contratos, vim de lá com uma mão à frente e outra atrás&#38;quot;, lastimou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Deixa a mulher - também desempregada - e dois filhos, de 10 e 12 anos, em Castelo de Paiva para trabalhar em segurança privada. &#38;quot;O meu patrão oferece uma determinada quantia mais se eu quiser levar a família comigo, mas para já prefiro ver primeiro se me vou adaptar ou não&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Momento bom&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Jorge Correia, 52 anos, está na cidade de Huambo (ex-Nova Lisboa) desde 2002. Em Portugal, deixou a família a tomar conta da empresa de materiais de construção que implementou em Oliveira do Bairro, há 12 anos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Quando começaram as dificuldades na construção civil e os negócios enfraqueceram, decidi vir para o Huambo, onde comprei uma empresa de construção civil e obras públicas&#38;quot;, contou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Jorge Correia confirma que este é um momento bom para investir em Angola. &#38;quot;Isto não é fácil, não é nenhuma árvore das patacas. Tenho avisado muitos portugueses de que é preciso saber trabalhar e, sobretudo, saber respeitar o povo daqui. Há quem venha ainda com um espírito colonialista e perca a noção da liberdade que este país tem. E isso é muito mau para quem quer vingar aqui&#38;quot;, sublinhou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A mesma ideia é partilhada por Rui Santos, um português radicado em Luanda desde 2002, onde criou uma empresa de consultadoria, que dá apoio à internacionalização de empresas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;O empresário português não pode ver Angola como uma extensão de Portugal. É um mercado diferente, que exige uma abordagem diferente. E quem não percebe isto, enterra-se!&#38;quot;, realçou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Pela sua mão, mais de 60 empresas &#38;quot;nasceram&#38;quot; em Angola, na sua maioria de capitais portugueses. &#38;quot;Estamos num país que tem pela frente uma vasta obra de reconstrução nacional. Há obras por todo o lado e, por isso, há ainda mercado para muitas mais empresas&#38;quot;, revelou. &#38;quot;Temos clientes do Vale do Ave, do sector dos têxteis e calçado, que trouxeram para cá as máquinas e estão a safar-se lindamente! É que há aqui 18 milhões de pessoas para vestir e calçar&#38;quot;, salientou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Faltam professores&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Rui Santos realça como sectores ávidos de investimento os da saúde (material hospitalar e medicamentos), tecnologias da informação, marketing e publicidade, agricultura e pescas e formação. &#38;quot;Aqui há uma grande falta de professores de todas as áreas. Criar uma escola é ter alunos garantidos logo à partida&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Contudo, deixou um conselho: &#38;quot;Os portugueses que queiram investir aqui em Angola devem procurar apoio especializado e não virem com base em saudosismos e paternalismos, recorrendo a familiares e amigos&#38;quot;, sustentou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;João Machado, 49 anos, angolano filho de portugueses e contabilista em Malange, admite ao JN que trabalhar naquele país &#38;quot;não é um mar de rosas&#38;quot;. E esclarece: &#38;quot;Quem quiser trabalhar muito pode ter a certeza de que também vai ganhar muito. Agora, quem estiver habituado a trabalhar oito horinhas por dia e o resto é para descansar, pode estar certo de que aqui não vai ter futuro&#38;quot;, deixou claro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Essa mesma percepção do que é a vida laboral em terras angolanas tem António Pimentel, um engenheiro civil que, desde 2007, trocou Coimbra pelo Lobito, uma cidade da província de Benguela.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na cidade do Mondego, explorava uma empresa familiar de administração de condomínios. Apesar dos negócios correrem bem, as perspectivas de desenvolvimento eram escassas. Em 2007, fez as malas, deixou para trás a mulher e dois filhos e foi exercer engenharia civil no Lobito. Hoje, dois anos depois, agora com a família ao seu lado, António Pimentel está a montar uma empresa de produtos médicos, já que a mulher está ligada ao sector da saúde.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Angola é apelativa ao trabalho. Em Portugal, as pessoas têm a ideia de que isto é o Eldorado, mas desenganem-se. Há muita concorrência, principalmente dos chineses e brasileiros que para cá vêm, e é preciso trabalhar muito&#38;quot;, frisou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Vontade de partir&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Sérgio Rodrigues, casado, 35 anos, residente em Coimbra, possui muita experiência na área da pintura e construção civil. Desempregado há um ano, tem tentado arranjar emprego em Angola, mas ainda nada conseguiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Tenho um amigo que é pedreiro e ganha lá quatro mil euros por mês, quando aqui ganharia apenas uns mil euros&#38;quot;, referiu. Vai continuar a tentar a sua sorte, pois &#38;quot;aqui em Portugal já não há mais condições de vida&#38;quot;. Também Telmo Figueiredo, 34 anos, casado, funcionário judicial em Aveiro, procura um lugar em serviços sociais ou jurídicos ou recursos humanos em Angola. &#38;quot;Em Dezembro, ofereceram-me uma viagem para ir visitar um familiar em Cabinda. Não fui pelas dificuldades que Angola criou. Até queriam que eu levasse 200 dólares por cada dia de estadia!&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Angola lidera oferta de emprego"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/angola-lidera-oferta-de-emprego#post-4</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:30:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">4@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Angolanos com formação superior recrutados em Portugal para ir trabalhar em África&#60;br /&#62;
RICARDO PAZ BARROSO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A 14ª Feira de Emprego e Formação de Lisboa, que decorre desde ontem e termina hoje, está dominada pela oferta de emprego para Angola, com mil vagas. O alvo não são os portugueses mas sim os angolanos com curso superior português.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Angola está na berra num momento em que o emprego na Europa definha a passos largos. Um bom exemplo disso é a Feira de Emprego e Formação de Lisboa, que começou ontem e termina hoje, no Hotel Vip Zurich: Das quatro mil ofertas de emprego disponíveis, mil referem-se ao mercado de trabalho angolano, com propostas que variam entre os 2000 e os 5000 dólares mensais de remuneração. Mas desiludam-se os portugueses que julgam estar-lhes reservada tanta oferta de emprego. O alvo são antes os próprios angolanos, neste caso os que residam em Portugal, sobretudo os que tiraram formação superior numa universidade portuguesa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;É que, explicou João Afonso, da Jobfair, empresa que organiza o evento e que também faz recrutamento, &#38;quot;as leis de trabalho em Angola obrigam as empresas sediadas naquele país a preencher 80% dos recursos humanos com angolanos&#38;quot;. Outros africanos de expressão lusófona também terão facilidade em conseguir um daqueles empregos, pois &#38;quot;Angola facilita mais a vida aos outros PALOP's do que aos portugueses, cuja integração sofre muitos obstáculos por parte das autoridades&#38;quot;, referiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ou se ja, admitiu João Afonso, &#38;quot;apenas 50 destas vagas são destinadas a portugueses e só para preencher cargos de topo, mais ligados a gestão, sendo necessárias pessoas com bastante experiência&#38;quot;. Ainda assim, os responsáveis da Jobfair ali presentes admitem conseguir apenas preencher 50% das vagas, que incluem ofertas para engenheiros para várias especialidades, gestores, sobretudo de recursos humanos, entre muitos outros empregos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Mas nem só de África é feita esta feira, que ontem recebeu cerca de quatro mil visitantes, um número abaixo do esperado. Quem sonha em voar no trabalho, qual Ícaro rumo ao sol, vai encontrar na Ryanair, uma empresa aérea 'low-cost', uma oportunidade de cumprir o sonho. São 280 vagas para comissários e assistentes de bordo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O curso de formação é dado no Porto, sendo pago pelo formando, e, se tudo correr bem, consegue um contrato de três anos coma companhia, embora vá ter que se mudar para uma das 31 bases de operação da Ryanair espalhadas pela Europa, sendo apenas três na Península Ibérica (Madrid, Alicante e Girona). Um sonho que, a cumprir-se, saldar-se-á num vencimento entre os 1200 e os 1400 euros mensais. Só depois, num contrato sem termo, é que o ordenado líquido poderá subir para os 1800 a 2000 euros. Garantidas estão cerca de três a seis viagens de trabalho por dia.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ao todo, cerca de 20 empresas estão presentes, de áreas como banca, call centers, escolas e universidades, retalho, formação, transportes, apoio ao cliente, recrutamento e selecção, forças armadas, eventos, beleza, audiovisuais, trabalho temporário, turismo e consultoria.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>

</channel>
</rss>

