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<title>FórumEmprego.net Topic: Engenheiras discriminadas na construção civil</title>
<link>http://forumemprego.net/</link>
<description>Falar sobre emprego, desemprego, trabalho, formação</description>
<language>en</language>
<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:09:42 +0000</pubDate>

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<title>FD on "Engenheiras discriminadas na construção civil"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/engenheiras-discriminadas-na-construcao-civil#post-96</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:14:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;PATRÍCIA JESUS&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Engenheiras discriminadas na construção civil&#60;br /&#62;
Trabalho. Há áreas da engenharia onde as mulheres ainda têm dificuldade em entrar: encontrar engenheiras a dirigir obras é muito raro. O DN falou com engenheiras que enfrentaram situações de discriminação e descobriu que também é raro fazerem queixa à Comissão para a Igualdade no Trabalho&#60;br /&#62;
&#38;quot;Não queremos raparigas para trabalhos no local da obra.&#38;quot; Esta é uma resposta que Ana (nome fictício) já ouviu algumas vezes nos três meses que anda à procura de trabalho. A engenheira civil queixa-se de discriminação quando se candidata a certo tipo de posições, nomeadamente as que exigem presença diária nos locais de construção. Uma experiência partilhada com várias colegas, assegura.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Nas engenharias, a direcção de obras parece ser a última barreira, já que as mulheres estão em peso na fiscalização, nos gabinetes e nas áreas da segurança e ambiente. As empresas admitem que há poucas engenheiras no terreno, mas negam que exista discriminação.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana já teve provas do contrário: &#38;quot;Telefonei para responder a um anúncio e disseram-me que a vaga já estava ocupada. Fiquei desconfiada e pedi ao meu namorado para telefonar uns minutos depois. Para ele a vaga já estava disponível&#38;quot;, conta.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para Catarina Marcelino, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), esta é uma &#38;quot;situação clara de discriminação&#38;quot; mas &#38;quot;é preciso fazer queixa&#38;quot;. &#38;quot;Só com queixas podemos actuar e usar os números para pressionar as entidades&#38;quot;, diz. No último ano, a CITE recebeu apenas 11 queixas de discriminação por causa do sexo e nenhuma nesta área. A Ordem dos Engenheiros não tem conhecimento de nenhum caso.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana diz que nunca se queixou pela mesma razão que prefere não dar a cara e nos pede para não revelarmos o nome verdadeiro: &#38;quot;Neste mundo toda a gente se conhece e não quero ficar marcada.&#38;quot;&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Outras nem se lembram dessa hipótese. Foi o caso da engenheira Mónica Luz, de 30 anos. &#38;quot;Sempre quis ir para a construção mas cheguei a ouvir em entrevistas que as empresas não queriam mulheres em obras porque o pessoal não ia aceitar bem, mesmo as grandes empresas.&#38;quot; A experiência que teve nos quatro anos que esteve a dirigir obras - da Madeira ao Algarve - foi bem diferente. &#38;quot;Os primeiros dias são sempre complicados porque os trabalhadores não estão habituados a ver mulheres na obra - é raro encontrar uma -, mas tive sempre experiências muito boas.&#38;quot;&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Manuela Tavares, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), acrescenta que &#38;quot;às vezes as empresas embrulham a questão: falam na disponibilidade, em padrão de exigência, etc.&#38;quot;. Mas para a dirigente da UMAR, a ideia de que as mulheres têm menos disponibilidade é uma desculpa. &#38;quot;Usam-se estereótipos porque ainda não se admite que uma mulher possa estar entre homens e mandar neles&#38;quot;, diz.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://dn.sapo.pt/2009/03/14/sociedade/engenheiras_discriminadas_construcao.html&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://dn.sapo.pt/2009/03/14/sociedade/engenheiras_discriminadas_construcao.html&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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