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<title>FórumEmprego.net Topic: Profissões que conseguem escapar à crise</title>
<link>http://forumemprego.net/</link>
<description>Falar sobre emprego, desemprego, trabalho, formação</description>
<language>en</language>
<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 09:57:32 +0000</pubDate>

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<title>FD on "Profissões que conseguem escapar à crise"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/profissoes-que-conseguem-escapar-a-crise#post-127</link>
<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:18:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;Contra-corrente. Há profissões que, no meio da crise, vão conseguindo não sofrer com desemprego ou falta de clientes. Costureiras, sapateiros ou técnicos de reparação de electrodomésticos, ouvidos pelo DN, não se queixam. Outros sectores tradicionais são nichos para quem tem imaginação. A criatividade pode fazer a diferença: se não há roupa nova, recicla-se&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Há uns anos as pessoas compravam sapatos caros e depois faziam a manutenção no sapateiro. Agora compram sapatos mais baratos, que não têm manutenção, mas que se rasgam ou descolam e as pessoas querem que lhes dê um jeito para aguentarem mais um tempo&#38;quot;. Casimiro Santos, sapateiro no centro de Lisboa, diz não sentir a crise. Não lhe falta trabalho, mas sublinha que só ganha &#38;quot;quando as pessoas têm dinheiro e compram sapatos caros que querem tratar&#38;quot;. E lembra com ar nostálgico: &#38;quot;Ganhei muito dinheiro nos anos 80. Nessa altura havia dinheiro que nunca mais acabava&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;As dificuldades económicas sentidas em quase todos os sectores parecem não afectar sapateiros, costureiras e reparadores de electrodomésticos, que continuam a ter &#38;quot;muito trabalho&#38;quot;. Um fenómeno conhecido dos economistas por substituição, normal em alturas de dificuldade económica.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Crise também é coisa de que a família Ahrorov não se pode queixar. O casal oriundo do Uzbequistão trabalha lado a lado no centro comercial. Ansor é sapateiro e Dilfuza costureira. Tanto um como o outro confirmam que têm &#38;quot;muito trabalho&#38;quot;. &#38;quot;Os portugueses estão sempre a falar da crise mas não a tenho sentido. Acho que gostam de se queixar&#38;quot;, refere a costureira, que vive em Portugal há oito anos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A maioria dos clientes de Dilfuza quer arranjar &#38;quot;roupas usadas, mudar os forros, botões, fechos e aproveitar essa roupa&#38;quot;. Também o marido, que faz sapatos por medida, nota que &#38;quot;as pessoas compram menos e arranjam mais as coisas que já têm&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Quando o fantasma das dificuldade se abate sobre a economia é comum as pessoas começarem a procurar algo mais em conta. &#38;quot;Não existe a perda total de uma área de negócio apenas a sua substituição. Estamos perante fenómenos de substituição&#38;quot;, explica ao DN o economista Diogo Lucena. Assim, nos tempos mais difíceis os supermercados com produtos mais baratos ganham clientes e os que vendem produtos mais caros perdem. &#38;quot;Mas também não podemos esquecer que quem ia aos restaurantes mais baratos agora come sandes&#38;quot;, esclarece. Ou seja, &#38;quot;não há enriquecimento dos locais mais baratos, apenas sentem menos a crise porque ao mesmo tempo que perdem uns clientes ganham outros que antes iam a locais mais caros&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A reparação de electrodomésticos é outro recurso à poupança. &#38;quot;Mas com o preço dos aparelhos a baixar, quase não compensa fazê-lo&#38;quot;, diz Paulo Oliveira proprietário de uma loja de venda e reparação. Os clientes optam por só arranjar os aparelhos &#38;quot;de uma marca boa&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Paulo Oliveira garante que a maioria dos seus clientes não quer saber de poupanças. &#38;quot;Os portugueses não gostam de coisas em segunda mão. Preferem comprar novo. E mesmo &#38;quot;quando pedem para arranjar, acabam por comprar novo. Na semana passada, uns clientes deixaram aqui uma televisão para arranjar, mas fizeram questão de comprar um LCD gigante&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Não são só os reparadores de materiais que ganham na crise. Também os &#38;quot;restauradores&#38;quot; do espírito recebem mais pedidos de ajuda. O professor Alaje admite que &#38;quot;a crise está em todo o lado&#38;quot;, e muitas pessoas procuram-no para &#38;quot;tentar arranjar emprego&#38;quot;. No entanto, garante que &#38;quot;é difícil ajudar estas pessoas&#38;quot;. O astrólogo Sana conta que também recebe muitas pessoas à procura de emprego. Mas o número de clientes não aumentou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;AnaBela Ferreira&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1178684&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1178684&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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