02.04.2009 - 15h57 Lusa
Oitenta e cinco desempregados vão trabalhar ou estagiar na Câmara de Beja graças a uma medida do municÃpio para "ajudar as pessoas" a combater a crise, que vai implicar um investimento municipal superior a 241 mil euros.
"Nesta altura de crise, o mais importante é criar e dar emprego à s pessoas e não dar-lhes esmolas", disse hoje o presidente do municÃpio de Beja, Francisco Santos. Trata-se de "um número apreciável" de contratações e estágios que vai implicar um "esforço" financeiro "relativamente importante" para o municÃpio de cerca de 241 mil euros até final deste ano, acrescentou o autarca.
Segundo Francisco Santos, a Câmara vai "contratar directamente e por um perÃodo inicial de seis meses", 40 desempregados, 30 como auxiliares de serviços gerais e 10 como auxiliares administrativos, a quem pagará o vencimento por inteiro.
"Serão sobretudo pessoas que não recebam qualquer tipo de subsÃdio", ou seja, desempregados de longa duração ou à procura do primeiro emprego, explicou Francisco Santos. Ao abrigo de um protocolo de mercado social de emprego com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Câmara vai também integrar 20 estagiários e contratar 15 beneficiários do Rendimento Social de Inserção e 10 beneficiários do SubsÃdio de Desemprego.
A "maior parte" das bolsas dos estagiários, que serão "sobretudo jovens que terminaram os seus cursos superiores e têm dificuldades em fazer estágios", e dos vencimentos dos restantes 25 contratados será paga pelo IEFP, sendo uma percentagem assegurada pela Câmara de Beja.
A contratação dos desempregados e a integração dos estagiários está incluÃda num pacote de medidas sociais, aprovado pela Câmara de Beja no passado mês de Fevereiro, para "combater a crise social" que afecta um número "significativo" de famÃlias do concelho.
Através do pacote, a Câmara vai ainda manter as rendas sociais nos valores de 2008 e avançar com uma "intervenção mais articulada" junto da Caritas Diocesana e outras instituições sociais do concelho, para "ser garantido o apoio imediato às camadas mais desfavorecidas e às situações mais dramáticas".
Através do Fundo de Apoio à s Micro e Pequenas Empresas (FAME) do concelho, o apoio financeiro concedido pelo municÃpio vai passar a ser financiado "a fundo perdido" para as empresas que criem cinco ou mais postos de trabalho.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372297&idCanal=59