A nÃvel global, as mulheres vão continuar a ser mais afectadas pelo desemprego neste ano de 2009. Mas, nas economias desenvolvidas, em que se incluem os paÃses da União Europeia, os homens serão os mais atingidos pela crise.
A crise económica global vai afectar homens e mulheres no que toca ao desemprego. Mas, as mulheres vão ser mais atingidas porque, regra geral, têm empregos mais vulneráveis, com piores condições de trabalho, menos produtivos e, consequentemente, com salários mais baixos.
São alguns dos dados revelados num Relatório da Organização Internacional do Trabalho sobre as Tendências de Emprego Feminino em 2009, na véspera do Dia Internacional da Mulher.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define três cenários para este ano e o mais optimista aponta para taxas de desemprego de 6,5% para as mulheres e 6,1% para os homens, a nÃvel mundial.
No cenário mais pessimista, que para a OIT é o mais realista e provável, as taxas de desemprego, a nÃvel global, podem subir até aos 7% para os homens e 7,4 para as mulheres.
Só nas Economias Desenvolvidas e na União Europeia é que esta tendência é contrariada: apesar de o número de desempregadas ser superior, o crescimento do número de desempregados está a fazer-se de forma mais acelerada: o ano passado, o desemprego dos homens cresceu 1,1%, enquanto o das mulheres, aumentou 0,8%. E assim, a taxa de desemprego para os homens, este ano, pode chegar aos 7.9%, enquanto a das mulheres, poderá ficar nos 7,8%.
Esta situação prende-se com o facto de a crise económica ter atingido mais fortemente os sectores industrial, de transportes, comunicações e energia, onde os homens predominam.
Mas, para a OIT, há ainda uma outra certeza: O emprego vulnerável vai aumentar para todos, mas sobretudo para os homens. A tendência só se inverte claramente, atingindo mais as mulheres, nos paÃses da América Latina e CaraÃbas.
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