21 Março 2009
É a consequência da corrida aos centros de emprego: em Fevereiro foram atribuÃdos mais de 24 mil novos subsÃdios. Os novos apoios entram em vigor em Abril.
É o primeiro indicador oficial da evolução do mercado de trabalho em Fevereiro: no segundo mês do ano foram atribuÃdos 24 283 subsÃdios de desemprego, mais 73% do que em perÃodo homólogo.
Este valor inclui duas situações. Por um lado, os novos subsÃdios de desemprego, que quase duplicaram (mais 93%); por outro lado, as novas prestações do chamado subsÃdio social - destinado a famÃlias com um rendimento por pessoa inferior a 335 euros por mês -, que aumentaram 30%.
Estes dados referem-se aos pedidos que foram aceites pela Segurança Social. Uma vez que as novas situações crescem acima do normal, aumenta também o número global de beneficiários. Há agora 290 mil desempregados subsidiados, o valor mais alto desde o inÃcio de 2007, que representa um aumento homólogo de 14%.
Resta saber se estes números serão revistos em alta, tal como aconteceu com os dados referentes a Janeiro. No primeiro mês do ano, o crescimento foi de 43%, em vez dos 10,7% que sugeriam os números então divulgados (ver caixa).
Os dados disponÃveis mostram que os gastos com subsÃdios de desemprego estão a aumentar mais lentamente do que o número de beneficiários. Em Janeiro e Fevereiro, o Estado gastou 291,2 milhões de euros, mais 8,7% do que há um ano, revelou a Direcção-Geral do Orçamento. Fonte oficial do Ministério do Trabalho contesta esta leitura, garantindo que a despesa cresce "em linha com o aumento de beneficiários".
São cerca de 11 200 os beneficiários com subsÃdio social de desemprego interrompido no primeiro trimestre, segundo dados solicitados ao Instituto de Segurança Social. O dinheiro será pago, com retroactivos, em Abril. É que o diploma que alarga o subsÃdio social de desemprego, anunciado em Dezembro, só ontem foi publicado em Diário da República, vigorando a partir do próximo mês.
Os beneficiários terão direito a mais seis mensalidades, que variam entre os 251 euros (se não tiverem filhos) e 419 euros (se tiverem quatro ou mais).
O mesmo diploma determina que quem se atrasar na apresentação do requerimento para o subsÃdio será penalizado, mas não perde o direito à prestação; e que quem regressar ao trabalho num prazo de seis meses não será prejudicado em futuras prestações.
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1177632